No alto pairava uma luz guiadora que brilhava mais forte do que o normal. O mar, esse rebentava em forma de pequenas ondas, umas atrás de outras, cada uma delas, lutando pela ânsia de um renascimento. Tocavam na margem e enrolavam-se de novo pelos mares esperando uma nova oportunidade para se mostrarem na sua mais corajosa e testemida forma. Dançavam pelo silencio num palco iluminado pela grandeza de uma magia. Uma dor imensa foi escrita em cada uma delas, levando para o imenso mar segredos guardados em chaves de ouro. Lágrimas salgadas voltaram ao seu lugar de origem e um silencio rompeu a força dos ventos que sopravam naquele lugar.
Foi então que o ar denso dum horizonte remoto encheu-se de um grito de passados longínquos. Nada se compara com a energia das palavras entoadas num sincero desespero pela reflexão do destino.
Nada acontece por acaso e o acaso, esse preenche-nos de sorrisos misteriosos.
O que a vida nos traz o acaso faz esquecer..
Quando nós meros mortais transformamo-nos em peões da força da natureza o mais difícil é interpertar o sentido do acaso, o porquê do que fomos alvos, a razão por se ter presenciado, sentido e dito ... se nada é acaso a sabedoria estará no significado, que por vezes é o mais difícil de se condeguir lêr.
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