Numa dança pelo silêncio, entre respiros ofegantes, revela-se uma insegurança no agir. Receio do que pode estar certo ou errado, esquecendo o que realmente sentimos perante a razão de termos acordado para mais um dia rotineiro. Com olhos cerrados na rotina de todos os dias, as acções são tomadas com precaução enchendo-nos de remorsos no final de cada hora em que tomamos consciência da nossa razão.
Preenche-mo-nos então duma possível reflexão sobre a mudança do nosso espírito. O porquê do medo, o porquê do acelarar do coração, o porquê do pacifismo inexplicável dentro de nós. Mudanças essas que ocorrem inesperadamente e involuntariamente ao nosso ser, ao nosso pensamento. Somos os passageiros duma viagem não nossa, não pessoal, mas sim comum a todos nós. Se trememos mostramos insegurança, se amamos mostramos renascimento, se sentimos mostramos vida.
Cravamos as nossas raízes em terra firme e vivemos daquilo que sonhamos porque sonhar é mais que viver, é sentir a vida crescer por nós.
Maktub..
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