.. e assim saudou os seus convidados, mostrando-lhes um dos seus maiores segredos, ele próprio.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

o Acaso

No alto pairava uma luz guiadora que brilhava mais forte do que o normal. O mar, esse rebentava em forma de pequenas ondas, umas atrás de outras, cada uma delas, lutando pela ânsia de um renascimento. Tocavam na margem e enrolavam-se de novo pelos mares esperando uma nova oportunidade para se mostrarem na sua mais corajosa e testemida forma. Dançavam pelo silencio num palco iluminado pela grandeza de uma magia. Uma dor imensa foi escrita em cada uma delas, levando para o imenso mar segredos guardados em chaves de ouro. Lágrimas salgadas voltaram ao seu lugar de origem e um silencio rompeu a força dos ventos que sopravam naquele lugar.
Foi então que o ar denso dum horizonte remoto encheu-se de um grito de passados longínquos. Nada se compara com a energia das palavras entoadas num sincero desespero pela reflexão do destino.

 Nada acontece por acaso e o acaso, esse preenche-nos de sorrisos misteriosos.

O que a vida nos traz o acaso faz esquecer..

sábado, 18 de junho de 2011

os Passageiros

Numa dança pelo silêncio, entre respiros ofegantes, revela-se uma insegurança no agir. Receio do que pode estar certo ou errado, esquecendo o que realmente sentimos perante a razão de termos acordado para mais um dia rotineiro. Com olhos cerrados na rotina de todos os dias, as acções são tomadas com precaução enchendo-nos de remorsos no final de cada hora em que tomamos consciência da nossa razão.
Preenche-mo-nos então duma possível reflexão sobre a mudança do nosso espírito. O porquê do medo, o porquê do acelarar do coração, o porquê do pacifismo inexplicável dentro de nós. Mudanças essas que ocorrem inesperadamente e involuntariamente ao nosso ser, ao nosso pensamento. Somos os passageiros duma viagem não nossa, não pessoal, mas sim comum a todos nós. Se trememos mostramos insegurança, se amamos mostramos renascimento, se sentimos mostramos vida.

Cravamos as nossas raízes em terra firme e vivemos daquilo que sonhamos porque sonhar é mais que viver, é sentir a vida crescer por nós.

Maktub..