De sonho em sonho, ele apercebe-se do que demais pensa, do que o preocupa mais. Olha o novo dia prevendo as alegrias e desilusões, seguindo a linha da sua intuição e sentindo o seu caminho aparecendo sobre os pés. Um destino outrora desenhado pelo seu corpo e mente, tão certo como tudo o que olha. Uma folha onde cada espaço vazio vai-se preenchendo de cor.
Vagueia por ruas desertas com as mãos cheias de chagas passadas e ansiedades dum novo caminho. Cada passo dado mata uma dor e rejuvenesce um novo ser dentro dele.
Cria assim, um Elo de ligação entre o corpo e a mente, iludindo assim a realidade que se mostra nos olhos de quem nada quer ver, nada sente e nada cria.
"A cidade está deserta, e alguém escreveu o teu nome em toda a parte. Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas. Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce! Para nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura! "
.. e assim saudou os seus convidados, mostrando-lhes um dos seus maiores segredos, ele próprio.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
o Sono
Após um imenso sono, ele acordou e ergueu-se novamente. Acordado de um sono profundo sentiu-se novamente vivo e mais uma vez, sonhador. A sua memória já o tinha feito esquecer a simplicidade da beleza da Natureza. Das cores que pairavam sobre o solo molhado, das manhãs que crescem com toda a sua força. Do infinito dos céus, onde telas vivas se enchem de figuras feitas de nuvens. Um simples olhar e algo se despertou naquele que foi tomado pelo sono da rotina.
Encheu os seus sentimentos de azul e olhou os grandes mares a baterem ondas em silencio, espalharem água pela areia esquecida, e a renovarem o branco da alma dos que no sono profundo ainda se mantêm.
No horizonte a luz batia na água iluminando um reflexo turvo e incerto.
O elo estava estabelecido, e a Lua, essa segredava-lhe novamente..
Encheu os seus sentimentos de azul e olhou os grandes mares a baterem ondas em silencio, espalharem água pela areia esquecida, e a renovarem o branco da alma dos que no sono profundo ainda se mantêm.
No horizonte a luz batia na água iluminando um reflexo turvo e incerto.
O elo estava estabelecido, e a Lua, essa segredava-lhe novamente..
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