Após um imenso sono, ele acordou e ergueu-se novamente. Acordado de um sono profundo sentiu-se novamente vivo e mais uma vez, sonhador. A sua memória já o tinha feito esquecer a simplicidade da beleza da Natureza. Das cores que pairavam sobre o solo molhado, das manhãs que crescem com toda a sua força. Do infinito dos céus, onde telas vivas se enchem de figuras feitas de nuvens. Um simples olhar e algo se despertou naquele que foi tomado pelo sono da rotina.
Encheu os seus sentimentos de azul e olhou os grandes mares a baterem ondas em silencio, espalharem água pela areia esquecida, e a renovarem o branco da alma dos que no sono profundo ainda se mantêm.
No horizonte a luz batia na água iluminando um reflexo turvo e incerto.
O elo estava estabelecido, e a Lua, essa segredava-lhe novamente..
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