Num conforto estranho que o rodeava traçou mais um passo que o fez tremer no receio alojado há muito na sua mente. Um fundo sombrio deixando todos os limites invisíveis aos seus olhos nus.
Uma sombra capaz de apodrecer qualquer vida, qualquer réstia de luz, qualquer palpitação. Algo capaz de mudar qualquer pessoa, capaz de crescer dentro de nós como se algo nosso, e romper caminho até atingir o seu destino levando o que de nós restou.
O amor é uma Doença, dizia ele. Uma doença que nos corroí até não haver mais nada, vazios e perdidos num trilho desconhecido, embora familiar.
O amor não é o principio, o amor é sim o fim.