Uma indecisão o toma, um peso no corpo e uma sombra na alma. Em volta ele vê com amor o que o rodeia, o que o prende naquele lugar. Mas o chão que pisa, esse por vezes arde. Queima-lhe a pele lançando-o para uma questão difícil.
a indecisão de permanecer naquele espaço ou percorrer mais um caminho desconhecido. Indecisão toma-lhe a alma e o pensamento, não existe calma nesse espaço, nao existe paz nesse espaço. O confronto dá-se e não é possível ver o seu desfecho. Carrega a vontade e a responsabilidade de ser feliz, mas o peso do chão debaixo dos seus pés é grande. Sente como se andasse num campo seco, aberto , em que a qualquer momento uma pequena faísca pode fazer arder todo aquele terreno, queimando-o num lápide. O corpo está fraco, a mente cansada e o fardo é pesado.Permanece no mesmo sítio, imóvel, sem saber o que lhe traz paz. O pensamento divaga entre passado e futuro e não consegue tocar no presente.
Não existe nada aqui, não existe ninguém aqui. E talvez seja o melhor. Um vazio sem dimensão, sem limites. Como o vazio deve ser. Do tamanho de tudo, do tamanho do nosso ser. Esse é o equilíbrio, esse o sentido. Um caos para dar à felicidade o seu verdadeiro significado.
Não é incapacidade, é vontade. Deixar a terra queimar até não existir mais nada, mais ninguém. O presente está apenas de caminho.
Todo o caminho tem um princípio,meio e fim.