O que chove molha aquilo que és e não vês. Alaga-te o passado transbordando de incertezas e mistérios, o que hoje pensas ser real. Faz-te vaguear por um céu imenso, carregado de negro que recordas aos poucos, ao qual julgas teu. Sentes cada pingo que te cai no rosto e acreditas que cada um te lava o corpo e mente, deixando-te puro e num estado libertino que te obriga a escolheres outro dos muitos caminhos rumo ao passado. Não fosse esse passado tu mesmo, deixando em cada traço da palma da mão uma história a recordar.
Hoje deixa chover para alagar cada canto escondido dentro de ti.
No fim vais limpar o que restou e completares mais um ciclo. Mais uma página. Mais uma desculpa para que mais dias de chuva se anunciem.
Sem comentários:
Enviar um comentário